Mensagens Fraternas

Na Negativa e na Compreensão


Seja você quem compreende.

Não é necessário que a sua voz expresse severidade ou revolta, ao apresentar uma negativa, quando solicitado a ajudar.

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Convenha quanto à necessidade de cultivar a palavra correta nos momentos em que for convocado a opinar. Todavia, para que se reporte à verdade ou à correção dos acontecimentos, não é justo que troveje, atemorizante, procurando falar enfaticamente, como se o valor do verbo se expressasse na forma e não no conteúdo.

Você é responsável pelos seus atos quando rudes, por muito desânimo em terceiros e por desajustes em torno de você próprio.

Seja, pois, você quem compreende o problema do companheiro e aquele que o ajuda.

É indispensável que você não concorde sempre e invariavelmente, e nesse particular reconheça o impositivo de negar.

Não negue, porém, por hábito.

Aqueles, que sempre discordam ou que se acreditam portadores da melhor opinião só muito raramente conseguem acertar nas próprias decisões.

Cultive o amor e se oriente pelo roteiro do amor.

A negativa, mesmo detestável, dita com a bondade que esclarece, é mais valiosa do que o assentimento que agrada mas não corrige.

Espere que o interlocutor exponha melhor o que deseja dizer, antes que você opine. Nem todos se fazem compreender com a clareza que desejariam.

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Não intercepte a frase, quando alguém estiver explicando, a pretexto de saber qual o pensamento de quem lhe fala.

Concluir com precipitação traduz ausência dos requisitos básicos para ajudar com serenidade.

Quem não dispõe de recursos da paciência para ouvir, não é portador da lucidez para orientar.

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Há muita gente que sempre aguarda compreensão e raramente compreende.

Seja você quem compreende, desculpa e auxilia com segurança.

Nem a negativa rude nem a afirmativa melosa, ou menos ainda o silêncio de difícil interpretação.

Fale com o desejo real de ser útil, considerando que foi honrado com a confiança de quem o busca ou a ansiedade de quem lhe fala.

O “sim, sim; não, não” do Evangelho é um apelo à honestidade, à coerência moral com a fé e não uma ordem para a brutalidade, a descortesia ou a rudeza.

Medite e, quando tiver que negar, seja você quem compreende e nega, socorrendo.


Marco Prisco

FRANCO, Divaldo P. “Ementário Espírita”. Pelo Espírito Marco Prisco. 4 ed. Matão, SP: Casa Editora O Clarim. P. 61-62.

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