Mensagens Fraternas

Mensagem da Caridade

            Sei que te ofendi e maltratei num momento impensado, possuído do meu egoísmo que não me permite sondar ainda os áureos caminhos do amor.

            Sei que ainda ontem, magoei-te, dizendo-te palavras injuriosas; lembro-me de que te ofendi o coração sensível e delicado.

            Recordo-me também, que muitas vezes, tenho atirado, com imensa irreflexão, pedradas no teu caminho.

            Na minha mente, pairou então uma névoa de tortura e senti naufragar meu pensamento na onda do remorso.

            Entretanto, abeirando-me de ti e vendo o teu semblante calmo e sereno, traduzindo nobreza de sentimento e afetos sadios, recordei-me igualmente, que o perdão deveria ser o apanágio de uma alma tão nobre e elevada, e orando com confiança, abracei-me a irmã intangível de nosso caminho e faço, por seu intermédio, o meu apelo sincero:

            Perdoa-me os desvarios, perdoa-me a maldade confessa e esquece a injúria irrefletida de ontem.

            Hoje, meu irmão, brilham nos céus novas estrelas, anunciando a glória divina atenta e vigilante, e, se o teu coração consegue ver e sentir o seu poder imensurável, sabes que deves me perdoar, dando-me forças para novos rumos.

            Sem este perdão, não poderei caminhar.

            Sinto-me atado ao remorso e constrangido a meditar sempre.

            Ouve irmão: perdoa, esquece. E o Pai do Infinito Amor que nos vê e ampara, há de doar-te o brilho de suas luzes para que tua caminhada se faça sob o império do amor.

            Escuta a mensagem que ao teu coração te envia, em meu nome a...

Caridade

PAIVA, Maria Cecília. "Veleiro de Luz". Por Diversos Espíritos. 2.ed. Rio de Janeiro, RJ: Editora Espiritualista.1978. p. 233.

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