Mensagens Fraternas

Amigos

“766. A vida social está em a Natureza?”
“Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.”
O Livro dos Espíritos


Procure o companheiro que se afastou de você, enquanto está no caminho com ele.

A morte talvez não lhe propicie uma nova oportunidade.

O ponteiro do relógio retorna ao mesmo lugar, noutra condição de tempo e em diferente circunstância.

Em razão disso, a hora vencida jamais volta.

O inflexível passar da ocasião, possivelmente jamais lhe ensejará os mesmos fatores que agora você defronta.

Um coração diferente é sempre alguém em necessidade.

*

Na sementeira do Evangelho, ninguém pode negligenciar as valiosas concessões da vida.

Cada adversário é um ensinamento vivo para a coleta de aprendizagem da alma que se candidata à Universidade da Evolução.

Faça, desse modo, alguma coisa que o libere da responsabilidade de conservar, a distância, alguém que ontem privou do seu carinho.

Do mesmo modo, não se descuide do culto da gentileza junto aos amigos. São eles abençoadas flores da fraternidade.

Doe-lhes a bondade do entendimento generoso e embeleze-os com os mimos primorosos do sorriso acolhedor, utilizando a palavra cortês para enriquecê-los de alegria.

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Mantenha velhas amizades. Constituem-se elos de santificação no caminho das almas.

O coração que ama jamais envelhece.

Valorizamos os amigos somente quando os perdemos.

Naturalmente ninguém lhe pede uma afeição servil, nem uma atitude bajulatória, em relação aos amigos. Mas todos esperam que você ofereça, de quando em quando, um atestado de entendimento e compreensão.

*

Seja gentil com os amigos idosos.

É muito comum serem eles substituídos pela vivacidade dos jovens. Os primeiros, às vezes, se fazem cansativos e saudosistas...

Se a morte não lhe advier, você também será como eles, quando envelhecer.

Recorde que, na juventude, eles serviram e, hoje, necessitam do calor da amizade com que se alimentam e felicitam.

Um velho amigo é como jóia de fino lavor e de alta tradição.

*

Adquira novos amigos, gerando simpatia e ampliando o círculo de afinidades.

Não se faz necessário que o sorriso fútil vulgarize os seus lábios, nem a gentileza artificial desrespeite as suas expressões de bondade.

No entanto, não custa muito o seu esforço em ocultar o fel do pessimismo na taça da esperança e voltar a sorrir.

O contágio do bem é mais vigoroso do que a infecção do mal.

Despreze o azedume da decepção em que envolveu os sonhos e não dirija a sua lança no rumo dos planos alheios.

Domine a tentação de retalhar a vida do próximo com a lâmina da maledicência junto aos seus amigos. Pensarão que você faz o mesmo em relação a eles, quando se distanciam do círculo da sua emoção... E têm razão...

Quebre o gelo com que recebe o entusiasmo dos companheiros.

Apresente a dureza da vida como quem a conhece e deseja modificá-la para melhor.

Fale sobre o mal sem se fazer mau.

Torne-se um porto onde a alegria distribua consolação, ou um campo onde medrem esperanças.

*

“Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.”

Ninguém vive sem amigos.

Eles são como anjos nos caminhos dos homens.

Mesmo o Mestre Divino, o Excelente Amigo de todos, chamou doze companheiros para o ministério do amor e, embora desprezado por eles, não pôde prescindir do Cirineu que se Lhe fez amigo, ajudando-O a carregar a cruz; e, à hora do testemunho cruel, dilacerado, só, aceitou, no bandoleiro que Lhe rogou auxílio, o amigo retardatário que se candidatava a marchar ao Seu lado em busca do Reino de Deus.

Marco Prisco

FRANCO, Divaldo P. "Legado Kardequiano". Pelo Espírito Marco Prisco. 3.ed. Salvador, BA: LEAL, 1992. Cap. 32.

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