Mensagens de Estudo

Estado de prece


Quem compreende a Lei de Deus e procura praticá-la liga-se constantemente, pelo pensamento e pelas obras, à Presença do Pai, que a tudo envolve.

Pelo esforço do aperfeiçoamento, aproxima-se sempre mais da compreensão de sua Natureza.

Pelo cumprimento de Sua Vontade, harmoniza-se com a Diretriz do Todo e descobre a paz verdadeira.

Está, portanto, constantemente em estado de prece, ou seja, em comunhão com os planos elevados que veiculam para o homem as bênçãos divinas – mais apto, por isso, a manter o equilíbrio espiritual, mental e físico indispensável a atravessar com êxito as experiências da vida.

A síntese destes propósitos que, se efetivados, representam para o homem libertação, elevação e, finalmente, integração com o Pai, Jesus traduziu de modo admirável em pequeno conjunto de frases, onde encontrarás a fórmula mais simples e mais profunda de entoar ao Criador teu cântico de súplica e louvor:

“Pai nosso, que estás nos céus”...

Analisa-as, por isso, uma a uma e acabarás por compreender o verdadeiro sentido que lhes dava o Divino Mestre quando as proferiu.

Mentaliza-as com cuidado. Faz com que cada uma ressoe em teu íntimo, despertando ali harmonias desconhecidas e anseios de perfeição antes ignorados...

Santificarás, então, o nome do Pai respeitando a Vida que Ele te oferece para tua edificação.

Construirás o Seu Reino em teu coração, purificando-o do mal que o entenebrece.

Cumprirás Sua Vontade harmonizando-te com Sua Lei.

Proverás às necessidades do teu corpo, sem negligenciar as do espírito.

Habilitar-te-ás a receber o perdão divino, perdoando por tua vez a teu irmão.

Abrigar-te-ás da tentação, evitando costumes e ambientes viciosos e fortalecer-te-ás contra o mal pela prática das boas obras.

Assim fazendo, estarás com o coração em prece permanente, porque terás sabido transformar as palavras em ações e as súplicas em esforço construtivo para o aperfeiçoamento de ti mesmo.

Euclides da Cunha

BRASIL, Vilma Americano do. “Falando às almas”. Por diversos Espíritos. 2.ed. São Paulo, SP: Edicel, 1980, p. 68.


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