Crônica na rede

O BINÔMIO DIVINO

“Tenho grande preocupação pelo futuro, pois é lá que eu vou viver”...
Albert Einstein

A frase de Einstein resume o processo pelo qual todos nós passamos quando pesquisamos as respostas para: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos.

O Espiritismo nos ensina que, viventes em um planeta de expiações e provas, somos participantes de uma viagem pelo tempo, em busca de nossa felicidade. Hoje, no presente, a dinâmica de nossa vida procura as formas de acerto com o passado. As faltas e os desencontros que pautaram nossos caminhos anteriores marcaram um encontro dentro de nossa programação espiritual, para nos oferecer a chance da recuperação, sem casuísmos, tudo dentro da regra e da razão, pilares kardequianos do nosso aprendizado.

O espiritismo ensina e dá a chance de um aprendizado redentor, diz-nos da Lei de Causa e Efeito. Explica que a reencarnação não é uma questão teológica a ser caracterizada em concílios, e sim, um fator decisivo na questão do livre-arbítrio e do determinismo.

Nossas ações de ontem, diante do esclarecimento, nos trazem a reflexão e a escolha de como nos acertarmos com a Lei do Pai. Somos livres e soberanos para montarmos a nossa programação espiritual.

Talvez por isso, diante de uma visão cósmica das realidades humanas, Einstein tenha percebido a restrição que uma só vida impõe e intuiu, racionalmente, que deveria haver um encontro no futuro, para uma avaliação dos progressos de hoje.

O Espiritismo naturalmente ensina esse encontro nas linhas do tempo, pois é no futuro que iremos analisar os progressos de hoje, assim como hoje, estamos em reajuste com os enganos de ontem.

Pelo livre-arbítrio podemos fazer as nossas escolhas, diante da necessidade regenerativa que aprendemos a aceitar, na sequência desse ciclo evolutivo. A Lei Divina disciplina o determinismo como sendo o recurso que trará, inevitavelmente, as condições de reajuste, ou seja, a vontade divina, de acordo com as livres escolhas que fizemos, define quando os fatores regenerativos acontecerão e nessa interseção, novamente o nosso livre-arbítrio vai definir se queremos, ou não, atravessar a luta pela conquista da luz.

O determinismo diz quando, o livre-arbítrio diz como. É esse binômio que estabelece a matriz de nossas conquistas, sua aplicação equilibrada e irá apagar os erros do passado escrevendo no presente, os caminhos do futuro.

Determinismo e livre-arbítrio não são mutuamente exclusivos, pelo contrário, se analisados à luz racional do Espiritismo, são dois poderosos vetores que se complementam, no imaginário ponto onde brilha a amorosa luz do Pai.

Assaruhy Franco de Moraes

 


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