Crônica na rede
A Marcha da Humanidade
" Renovai-vos pelo espírito no vosso modo de sentir. "
Paulo, Efésios: 4-23
A marcha da humanidade, pelos séculos e séculos, conduz a uma inexorável progressão espiritual, pois na medida em que cada coração se renova e conduz essa renovação ao Espírito, a força da sintonia vai aglutinando aqueles que têm identidade no sentir.
É esse o processo que move as multidões que dão vida e movimento ao universo, através das muitas moradas que o Pai nos provê.
O trabalho promovido pelos auxiliares de Jesus, consiste em motivar os que precisam de ânimo e perseverança para essa renovação que Paulo ensina aos Efésios . É o eterno embate entre a luz e as sombras, entre o destino de todos nós em sermos felizes e a acomodação nas facilidades que a vida enganosa proporciona, desde os prazeres inconseqüentes até à volúpia do poder e do dinheiro.
Mas Deus não nos abandona, nunca.
Se observarmos a história da humanidade, só para nos situarmos em nosso planeta de expiações e provas, vamos perceber que desde a época em que os primeiros hominídeos chegaram à posição ereta, o plano espiritual enviou Espíritos para assumirem formas carnais apropriadas, adequadas aos novos desafios que seriam necessários para seus desenvolvimentos, já que haviam se tornado inviáveis em sua antiga morada planetária. São as crônicas de Capela, que a Espiritualidade, em diversas oportunidades, nos tem revelado.
As mais remotas histórias com registro, falam de reis, lideres, sacerdotes, guerreiros, homens e mulheres que se notabilizaram em suas comunidades pela força de suas palavras e gestos, que serviram, sobretudo, para dar ânimo e disciplina ao comportamento social.
A marcha da civilização começou no Oriente e lá vamos encontrar os mestres chineses, os líderes orientais, as civilizações da Caldéia, o brilho da Mesopotâmia e sempre, um líder conduzindo os povos, dando o equilíbrio de sua autoridade, dentro das possibilidades da época.
Milênios de politeísmo serviram para dar uma estrutura religiosa para civilizações que se guiavam mais pelo instinto de sobrevivência, que pelo coração.
Após varias tentativas entre os Sumérios, os Atlantes e suas ramificações, foram os Hebreus que vieram assimilar a idéia monoteísta, conduzidos pelo patriarca Abrão que ouviu o chamado de Deus e foi a semente da mais importante revolução do pensamento que este orbe conheceu, pois ali teve início a saga narrada no Velho Testamento que chegou até Jesus, passando pelos profetas e juízes, reis e sacerdotes, todos eles, à sua época, enviados do Alto para o direcionamento da humanidade.
Moisés, Elias, Isaías, João Batista, precursores do Mestre Nazareno, foram calando fundo as suas mensagens para que a humanidade pudesse receber a Boa Nova.
E veio Jesus, modelador ímpar das formas iluminadas que nos norteiam e que alterou, para sempre, nosso entendimento sobre justiça e amor.
Mensageiros paralelos ao Cristianismo, sempre vieram para estabelecer ideais que levassem os homens ao pensamento maior, como Maomé e Buda.
A história cristã está plena do testemunho de enviados divinos, cada um a seu tempo, para trazer os homens à razão, sempre que desvios traziam o risco de perdas morais significativas e, apesar disso, tivemos as trevas da Idade Média, as cruzadas, as guerras sangrentas e fratricidas que assombraram a humanidade.
E tivemos um dos mais expressivos enviados do Amor Maior, que veio cumprir uma promessa feita por Jesus, quando anunciou um Consolador para as dores do mundo, e trazer uma forma de redenção e de renovação, aquela citada por Paulo, que atinge o espírito e abre o Infinito. Tivemos Allan Kardec.
Foi preciso que uma longa preparação fosse feita, porque como ensina Emmanuel:
"Quem receita serviço e virtude ao próximo, sem antes preparar-lhe o entendimento, através do espírito de fraternidade, identifica-se com o instrutor exigente que reclama do aluno integral conhecimento acerca de determinado e valioso livro, sem antes ensiná-lo a ler." (Fonte Viva – Cap.66).
Essa tem sido a renovação trazida pelo Espiritismo, integrado no multimilenar apoio que o Criador, como foi dito, não nos nega nunca.
E assim ficou plasmada a mensagem de Paulo, além dos Efésios, emocionando-nos e caracterizando em cada um, a certeza de que o caminho, a verdade e a vida são atributos do Grande Amor do Pai, em nós.
Assaruhy Franco de Moraes
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