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A IMPORTÂNCIA DA FÉ

Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos aos seus pés, disse: Senhor, tem piedade de meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu, dizendo: Ó raça incrédulo e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-lhe aqui este menino. E, tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos então vieram ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível” ( Mateus XVII :14-20 ).

A parábola da figueira que secou.

Pedro não conseguiu andar sobre as águas.

Tomé também não acreditou no reaparecimento de Jesus.

Tiago: A fé sem obra é morta, e a obra sem fé perde o valor.

Da fé vacilante resulta a incerteza, a dúvida, já fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, nas grandes como nas pequenas tarefas.

Necessário o homem acreditar nas próprias forças, o que o torna capaz de executar certas coisas materiais. Quem duvida se vê impossibilitado.

A fé e o amor são os dois grandes instrumentos de trabalho do espírita.

“A fé é a garantia do que se espera, a prova das realidades invisíveis” ( Paulo, Hebreus, 11:1 ).

A força e o poder da fé se transmite à prece, enunciada com emoção e sinceridade. A prece é a manifestação mais pura do diálogo entre o homem e Deus.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma, facultando a paciência que sabe esperar.

Como se adquire a fé inabalável? Através do conhecimento que se obtém com o estudo dos postulados doutrinários espíritas, que não deseja, em suas fileiras, crentes devotos, mas homens de fé raciocinada. Nada de quantidade, mas qualidade dos adeptos. Ilude-se quem pensa que o Espiritismo precisa de nós, somos nós que necessitamos dele. Para que a nossa fé seja inabalável, torna-se imprescindível meditar e entender: Deus, Espírito, Imortalidade da alma, Mediunidade, Pluralidade dos mundos habitados, Lei de ação e reação, Lei da evolução, Prática da caridade, Vivência do Evangelho de Jesus.

Importante não confundir a prece com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade. Aquele que a tem deposita mais confiança em Deus do que si mesmo, porque sabe que nada pode sem Deus. O médium não cura, mas Deus que se utiliza na crença do doente e da sua vontade em curar-se, o que lhe dá grande força energética.

Com a fé pulsante em seu interior o homem movimenta seu magnetismo atuando sobre o fluido, o agente universal, modificando-lhe as qualidades e lhe dando uma impulsão irresistível. É sempre a fé dirigida para o bem que pode operar os chamados milagres.
Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas.

A fé pode ser raciocinada ou cega. A espírita é raciocinada. A fé cega levada ao excesso conduz ao fanatismo. A fé cega imposta é sinal de confissão de impotência para demonstrar que está de posse da verdade. A fé não se prescreve nem se impõe.

A fé não procura ninguém, é o homem que compete buscá-la, encontrá-la. Quem a procurar sinceramente não a deixará de encontrar.

A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes provém, menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega não é deste século.

A criatura deve crer, porque tem certeza, apóia-se em fatos e na lógica. Somente tem certeza porque compreendeu.
“Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da 0Humanidade”.

A fé é mãe da esperança e da caridade. Para ser proveitosa tem de ser ativa, é verdadeira mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus.

A fé sincera é empolgante e contagiosa, comunica-se aos que não na tem. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. Preguemos pelo exemplo de nossa fé.

Não admitamos a fé sem comprovação, fé cega é filha da cegueira. Amemos a Deus, mas sabendo porque o amamos; acreditemos em suas promessas, mas sabendo porque acreditamos; sigamos os seus conselhos, mas compenetrados do fim que nos é apontado e dos meios que nos são trazidos para o atingir.

Precisamos colocar a vontade a serviço dessa força que todos trazemos – a fé, ela que é ainda tão pouco utilizada.


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