Bezerra convida-nos à reflexão
Na Terra como nos Céus
A Mão Divina age com infinito amor conduzindo os filhos de sua criação para os iluminados planos da felicidade para sempre.
Na Terra, na dor, na desventura, nas provas, nas experimentações, os anjos tutelares, em nome do Divino Amor, distribuem bênçãos renovadas, orientações, paz e harmonia.
Nos Céus, na felicidade, na alegria, na ventura, os amigos espirituais se fazem presentes, aumentando o elo da concórdia, os fluxos da paz, os júbilos do coração.
Em toda parte há vida harmoniosa, proveniente dos Altos Planos da criação, consertando, reanimando, encorajando.
Desde a planta pequenina, desde o verme humilde, até aos cosmos luminescentes e puros, nas pequenas ou grandes esferas, a Mão Divina, Eterna Condutora de todas as humanidades, prescreve vida de paz.
Por isto, aos poucos as humanidades recebem o entendimento, a compreensão, através dos profetas, médiuns ou mensageiros, do Alto, que derramam chuvas de bênçãos.
Em toda parte a evolução é uma lei, lei que se cumprirá porque assim determinou o Grande Plano da Vida Eterna.
Hoje, a Terra, planeta humilde e pequenino, guardando um punhado de espíritos em evolução, vem recebendo, com intensidade, a Grande Luz renovadora dos princípios, colocando nos devidos lugares as concepções humanas a respeito do ser, do destino, da dor, da Vida e da Verdade.
Hoje a Terra inteira resplende sob a luminosa bênção do Cristianismo Redivivo e mensageiros alados distribuem-se pelos recantos mais sombrios, isolados e tristes, às grandes e movimentadas metrópoles, concedendo o Pão da Vida Eterna, o fluxo da Vida, a Seiva sublime para que a humanidade, renovada, reintegre-se, feliz, na grande família universal.
Vós, que participais do doce banquete de luz, recebeis as majestosas lições da cruz e da ressurreição, levantai vossas frontes para o Alto, louvai o Mestre e, estudando e aprendendo, servindo e amando, ampliai vossas aquisições de vida, evoluindo de acordo com a Lei suprema que, em nome do Senhor da Vida, chama a humanidade para o caminho da eterna Luz, para as regiões sagradas do sem fim!
Bendigamos ao Senhor Jesus que nos concede tanta misericórdia!
Bezerra de Menezes
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EDITORIAL
As retrospectivas são feitas, normalmente, no último mês do ano. Mas desta vez, fugindo à regra, pensamos em analisar o que pudemos construir no exercício que se encaminha para seu final. De início, o ano parecia que iria ser comum, não estava como os outros, caminhava mês a mês, não corria tão célere, entretanto, repleto de grandes acontecimentos para nós espíritas e para o movimento. Já em janeiro, o I Congresso Espírita do Estado do Rio de Janeiro, que conseguiu reunir na USEERJ e na FEERJ tarefeiros de vários CRE, os quais, através dos centros de interesse, discutiram assuntos de grande importância para o movimento e, através do trabalho, foi aberto o caminho para a concretização do nosso e do sonho de nosso patrono: a UNIFICAÇÃO. Bezerra de Menezes, no referido Congresso, no dia do encerramento, deixou bem claro aos
nossos corações que REUNIR-UNIR-UNIFICAR é meta que não tem retorno. Hoje, constatamos essa realidade. A partir desse congresso, explicadas as adaptações que se fariam mister, intensificaram-se os trabalhos do Conselho Estadual Espírita de Unificação – CEEU e os CRE unificados, passaram a ser Conselho Espírita de Unificação - CEU, trabalhando sob a bandeira de unir cada vez mais os espíritas. E chegamos ao momento de aguardar as comemorações dos duzentos anos do Codificador. A partir de então, todos os corações nele ligados concentraram-se nessa tarefa e na participação do evento, que foi a maior confraternização espírita que pudemos imaginar. No dia 3 de outubro de 2004, corações amigos e agradecidos àquele que aceitou do Mestre a tarefa de codificar o Consolador Prometido - e cumpriu-a com louvor - estavam em Paris, ligados
aos corações que ali não puderam estar para homenageá-lo levando-lhe nosso respeito, gratidão e afeto. Obrigado Kardec, é o que ainda podemos dizer, e mesmo assim é muito pouco para o muito o que você nos tem ofertado.
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VULTO DO ESPIRITISMO
REV. WILLIAM STAINTON MOSES
Nascido a 5 de novembro de 1839, em Domington, Lincolnshire, Inglaterra, e desencarnado a 5 de setembro de 1892. Seu pai, William Moses, era reitor da Escola de Gramática, e sua mãe era filha de Thomas Stainton d'Alford. O jovem William Stainton Moses iniciou os seus estudos sob a direção de seu pai e foi em seguida confiado a um professor particular que se empenhou para que o genitor enviasse seu filho a uma escola pública. Em 1855, ingressou na Escola de Gramática de Bedford, onde estudou durante três anos. Após receber numerosos prêmios deixou essa escola.
De Bedford, Stainton Moses entrou para o “Exeter College”, de Oxford, no ano de 1858.
A fim de convalescer da enfermidade, viajou durante um ano pelo continente europeu e, na volta, passou seis meses no velho mosteiro grego do Monte Athos. A curiosidade e sobretudo uma grande necessidade de meditação e de isolamento o obrigaram a permanecer todo esse tempo no convento. Alguns anos após, o seu mentor espiritual, conhecido por Imperador, explicou-lhe que desde essa época ele vinha sendo influenciado por entidades espirituais, interessadas em ajudar a sua educação espiritual...
Com 23 anos de idade, Stainton Moses voltou para Oxford. Deixou a Universidade em 1863. Embora estivesse desfrutando melhor saúde, a necessidade de viver uma vida no campo levou-o a aceitar um curato em Maughold, Ilha de Man, permanecendo ali durante cinco anos. Uma epidemia de varíola, que se manifestou nessa região, pôs em relevo sua dedicação e intrepidez. Como não havia médico no lugar, o jovem, que tinha alguns conhecimentos de medicina, tratou dos corpos e das almas dos habitantes da região. Dia e noite ele se desdobrava, porém a epidemia progredia lentamente, fazendo com que ele, além de pastor religioso, se transformasse no médico e no coveiro daquele núcleo populacional. Entretanto, a sua saúde obrigou-o a procurar uma nova residência. Apesar de uma petição que lhe foi dirigida pelos habitantes do local, Stainton Moses retirou-se pesaroso, para ocupar em 1868, o curato de
Saint-Georges, Douglas, Ilha Man, onde caiu gravemente enfermo, sendo tratado pelo Dr. Stanhope Speers, que residia em Douglas com sua esposa, e que já não exercia a profissão.
Em setembro de 1869, abandonou o curato, deixando ali profunda impressão pela prédica e caridade praticadas. Decorridos alguns meses, nos quais exerceu funções eclesiásticas em Langton, e em um curato da diocese de Salisbury, uma moléstia da garganta obrigou-o a renunciar ao ministério.
Em 1870 teve sua atenção atraída para o Espiritismo durante o tempo em que residiu na casa do Dr. Speers em Londres. A esposa desse médico permaneceu enferma durante três semanas e, para distrair-se, lia o livro Religião em Litígio entre este mundo e o outro , de autoria de Dale Owen. Interessando-se por esse livro, logo que ela conseguiu reassumir o lugar na reunião da família, pediu a Stainton Moses para ler e procurar descobrir o que poderia haver de verdadeiro nos fatos que o autor narrava.
Em 1872, Stainton Moses começou a estudar o Espiritismo, a fim de cumprir a promessa formulada à senhora Speers, tendo para tanto assistido a algumas sessões espíritas, principalmente uma que tinha como médium Lottie Towler. Numa sessão na residência do casal Speers, tendo Stainton Moses como médium, todos se tornaram convictos da realidade da existência de Espíritos comunicantes, consolidando assim a crença na imortalidade da alma.
Nessa época começou a desabrochar a mediunidade de Moses, que era dotado de um poder extraordinário. Nunca se produziram menos de dez espécies de diferentes manifestações no decurso das sessões realizadas por seu intermédio. Quando as condições eram favoráveis, as manifestações multiplicavam-se, as pancadas tornavam-se mais freqüentes, as luzes mais brilhantes e os sons musicais mais distintos. Fenômenos maravilhosos produziram-se por seu intermédio.
Desde 1889, a sua saúde ficou bastante combalida. Ataques sucessivos de influenza, minaram-lhe a constituição, que nunca fora robusta, causando a sua desencarnação.
A sua obra Ensinos Espiritualistas foi vertida para o português por Oscar D'Argonnel. Trata-se de uma obra que encerra uma série de ensinamentos ministrados pelo Espírito Imperador , e que Stainton Moses, que também usava o pseudônimo de A. Oxon, publicou, e que a Aliança Espiritualista de Londres, através de seu Conselho, fez publicar em edição comemorativa, prestando efusiva homenagem ao inolvidável fundador.
Em sua vida de relação, Stainton Moses era um homem cordato, justo, que sempre exercia julgamentos retos, modesto, sem vaidade, que jamais dirigia palavras ásperas aos seus detratores e que, em resumo, possuía um conjunto de qualidades raras entre os homens.
FONTE: Grandes Vultos do Espiritismo. Excertos. 2.ed. Edições FEESP, julho 1990. p. 161
LEMBRETE FRATERNO
Reflexões sobre o futuro
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Esta é a Lei.”
(Frase esculpida no túmulo de Allan Kardec)
ALLAN KARDEC
Tenho o hábito de reler as obras espíritas. É um exercício interessante e um indicador muito honesto sobre a quantas andam a melhoria de nosso pensar.
Estou relendo Obras Póstumas , que embora não esteja entre nos livros básicos, é uma leitura obrigatória para todos, iniciantes ou não, porque como dizia um amigo outro dia, foi um livro que Kardec escreveu sem a preocupação cartesiana de provar exaustivamente as premissas apresentadas, como é o caso dos outros livros, incontestáveis devido a essa preocupação.
Em Obra Póstumas , o Codificador, com a ponderação de sempre, versou livremente sobre temas que já estavam esclarecidos, podendo pois ser mais coloquial. Foi um livro escrito, sobretudo, para o coração, tangido pela vertente expansiva do sentimento iluminado do mestre. Todo o caráter do Espiritismo fica ali condensado, pois fica exposto o pensamento do professor, de suas preocupações, suas esperanças, tudo fica muito nítido quando ele fala sobre seu sucessor, expressando seu reconhecimento de não ser insubstituível e seu critério em não insistir no tema, diante de uma resposta enigmática do Espírito que com ele dialogava, ao informar que o sucessor estava e não estava escolhido, indicando que preferia colocar os acontecimentos como conseqüência da imperfeição humana, a ter que expor uma decisão divina.
Quantas informações se podem encontrar na biografia de Kardec, que vem tirada de um texto publicado na Revista Espírita . Ali está registrado que o lema inscrito em sua bandeira era: Trabalho, Solidariedade, Tolerância .
E que outra mensagem seria mais significativa para expressar os ideais desse homem?
Jóia preciosa está mostrada na parte final do livro, onde encontramos o que foi chamado de CREDO ESPÍRITA, escrito pelo editor do mestre, P.G. Leymarie. Ninguém poderá sentir-se verdadeiramente um aprendiz do Espiritismo se não ler essa parte final, com muita atenção e nela não meditar profundamente.
O pensamento kardequiano emerge límpido dessas páginas finais e nos ensina que os males da Humanidade provêm da imperfeição dos homens, o que pode parecer uma frase feita, uma retórica e vai sendo dissecado nas página seguintes, transformando o efeito deprimente de nossa imperfeição assim revelada, em uma esperança enorme, porque nos fala do futuro e da afirmação de que a crença na vida futura é elemento de progresso, porque estimula o Espírito.
Leymarie repete Kardec de uma maneira sensível, ao relembrar que a Doutrina Espírita procura a melhoria individual, respondendo às questões básicas e mostrando objetivos que não são imediatistas, mas sim, alicerces para o reinado da paz e da prosperidade através da melhoria moral.
O trecho final nos emociona, quando Kardec é recordado num dos mais importantes pontos de suas instruções. É quando reproduzem trechos de A Gênese , no Cap.I que fala do Caráter da Revelação Espírita: ali fica muito claro que abraçamos uma doutrina dinâmica e humilde, que não se fecha em ‘suas verdades', pelo contrário, abre as possibilidades para que cresça no mesmo ritmo que o pensamento humano crescer, eliminando as falsidades, os conceitos dúbios, aceitando as conquistas humanas que, sem dúvida, refletem a vontade de Deus.
Somente através da abertura racional é que os dois eixos da ciência e da religião poderão se encontrar em um mundo regenerado e melhor, pois como nos ensina Emmanuel, a função da vida é renovar para a perfeição.
Assaruhy Franco de Moraes
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PÁGINA AO JOVEM
NOSSA PURIFICAÇÃO
Levanta-te e anda!
Esta é a ordem imperativa que ecoa há dois milênios. Fora proferida pelo Cristo de Deus a um paralítico. Entretanto, continua atual, pois que, muitos de nós permanecemos paralisados na inércia.
Portanto, levanta-te jovem espírita!
Estuda a Doutrina, manancial de esclarecimentos e consolações.
Levanta-te! Não para promover a violência, mas para produzir a paz.
Levanta-te! Não para semear a terra de vícios e ilusões, mas para construir a verdade.
Levanta-te! Não contra o teu irmão, mas em favor da humanidade, representando o ideal espírita onde quer que fores.
Levanta-te! Não para te perderes nas noites frias e ilusórias da vida, mas para consolar os que padecem no sofrimento!
Levanta-te! Pois, enquanto te dedicas à ociosidade, olhos amargurados, perdem-se nas trevas, mãos mendigam pão, idosos apagam-se na solitude, órfãos ficam privados de momentos de acolhimento e carinho.
Levanta-te! Para fazer brilhar tua própria luz, a fim de que teu ideal ilumine as almas perdidas no mundo. Faze da tua vida um canto de louvor a Deus. Santifica tua existência fazendo o bem no limite de tuas forças.
Levanta-te! E sê um representante da caridade. Sobe os morros paupérrimos, desce as sarjetas da miséria, caminha entre os corredores hospitalares e ora pelos enfermos aliviando-lhes as dores.
Diante disso, nunca mais serás o mesmo, tua alma será tocada, tua vida será renovada, pois que um sol de eterno fulgor haverá de queimar em teu peito. Um brilho novo apossar-se-á dos teus olhos e tua alma desejosa em servir glorificará o Criador com tuas boas obras.
Contudo, ao levantar, prepara-te!
Não penses obter privilégios pelo fato de representares o Cristo no planeta. Tens, como todos os que reencarnam na Terra em busca da evolução, necessidades de provas e expiações, entretanto, isto não te impedia de ajudar Jesus na implantação do reino dos céus no mundo. Conscientiza-te de que seguir o Cristo é marchar num caminho sem volta, é sacrificar-se pelo outro, é estar disposto para o testemunho.
Todavia, se uma estrada de espinho te espera, não faltarão os louros da vitória.
Se calúnias e perseguições te aguardam, vozes argentinas sustentar-te-ão na jornada.
Se tempestades de dores e agonias ameaçarem o teu trabalho, tranqüiliza-te, lembrando que mãos intangíveis guiar-te-ão por prados tranqüilos.
Se algum dia te sentires sozinho, se tua alma for ferida pelas incompreensões do mundo, aguça o ouvido e recorda Jesus: Levanta e anda!
Todos precisamos conviver e da convivência virá a purificação.
Não temas, segue adiante, sacrifica-te o quanto possível e lembra-te de que numa tarde de sexta-feira, segundo a tradição, o espírito mais perfeito que Deus enviou à Terra para nos servir de guia e modelo, deixou-se transpassar pelos cravos da iniqüidade, fazendo da própria cruz um símbolo de amor pela humanidade.
Por isso, levanta-te, convive e purifica-te, em favor de ti mesmo e em favor de todos nós.
Wilson Ferreira de Mello
Fonte: Cartas ao Moço Espírita. 2002, p. 2
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NO MUNDO DO ESPERANTO
“La paco de Jesuo estu en la koroj de niaj karaj gefratoj”
“Experiência mediúnica vivida no mundo espiritual por Francisco Valdomiro Lorenz, quando encarnado, estando presentes Zamenhof e outros esperantistas desencarnados, relatada em trecho de uma carta enviada a Ismael Gomes Braga, datada de 08/02/1945.
“Acabo de levantar-me e vou logo escrever-lhe, porque não quero esquecer-me do que me sucedeu esta noite passada.
Ontem, às vinte horas, eu já estava deitado, mas em plena vigília, quando senti a presença do Espírito Abel Gomes. Depois de breve conversação, na qual me desculpei de não haver podido esperá-lo para receber, talvez, algum ditado, porque a luz elétrica se apagara e eu não tinha vela, perguntei-lhe:
- Ser-me-á possível visitá-lo em uma residência, enquanto o meu corpo físico estiver dormindo?
Respondeu-me ele:
- Experimentemos; mas, antes de tudo, seu corpo físico deverá estar deitado mui tranqüilamente.
Respondi:
- Espero que ele fique deitado tranqüilamente, porque meu nariz não está agora obstruído.
Fiz exercício de respiração rítmica e pedi a Deus permissão para sair um pouco do meu corpo físico, sem perder a consciência e a memória do que visse e ouvisse, e depois de alguns minutos eu saí em companhia de Abel que me mostrou uma construção muito ampla, dizendo:
- Entremos.
Logo me vi num grande salão cheio de gente - homens e mulheres - em meio da qual reconheci algumas pessoas: Antoni Grabowski, Cruz e Souza, Doleys, Schulhof, Sofia Ciperová.
No meio de todos estava L. L. Zamenhof, discorrendo sobre a necessidade de aproveitar os atuais e os próximos acontecimentos para a vitória da língua internacional, e concluiu com estas palavras: “Trabalhemos todos para o máximo êxito do Décimo Congresso Brasileiro de Esperanto!” ( Rio, de 14 a 21 de abril de 1945).
Parece que o discurso do Mestre era transmitido por muitos aparelhos semelhantes aos nossos de rádio. Depois desapareceu a figura de L. L. Zamenhof, enquanto os ouvintes se dispersavam; e o Abel, em vôo rápido, me conduziu para outro lugar, onde havia um palácio belíssimo com um letreiro que dizia: “Palácio dos Propagandistas, Escritores e Poetas da Língua Esperanto”. Entravam pessoas e sentavam-se; conversavam, levantavam-se, saíam. Reconheci algumas e de outras o Abel me disse os nomes. Lembro-me agora dos nomes de Dombrowski, Deviatnin, Goldberg, além dos mencionados acima.
De repente, tudo começou a desaparecer como que envolto em nevoeiro e eu tornei a entrar em meu corpo físico. Recordei as cenas vistas, dei graças a Deus e adormeci. Mais tarde, atormentado pela doença em meu nariz, despertei-me, recordei-me de novo das cenas, apliquei um remédio e tornei a dormir. O fato deixou-me na mente forte impressão”.
(Artigo do S-ano Affonso Soares. Transcrito do Reformador. dezembro de 1983)
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NOTÍCIAS:
1. Visite o site www.bezerramenezes.org.br, onde você poderá ter o Centro em seu lar durante 24 horas. Navegue em suas páginas, você continuará a receber o conforto que em nosso Centro recebe.
2. Nossa Casa continua a contar com a ajuda de seu coração sempre amigo. Este mês o Departamento de Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita continua com a campanha do leite em pó. Colaboremos.
3. Em dezembro, realizaremos o Encontro de Trabalhadores - 2004 abordando o tema O Cristo Espera por nós. Você, que é diretor, dirigente de departamento e trabalhador da instituição venha estar conosco passando momentos de confraternização e congraçamento de almas. O dia e o horário serão posteriormente informados. Aguardamos sua presença amiga.
VILMA MACEDO ( Tia Vilma):
Dia 4 de novembro tia Vilma retornou à pátria espiritual.
As despedidas finais realizaram-se no dia 5 de novembro, às 16h, no Cemitério de Inhaúma.
" Felizes daqueles que espalham a esperança, mas
bem-aventurados sejam os seguidores do Cristo que suam e padecem, dia-a-dia, para que seus irmãos se reconfortem e se alimentem no Senhor!"
(Emmanuel – Fonte Viva. Cap.74)
Os seus amigos enviam vibrações de gratidão, amor e carinho por tudo que semeou junto aos corações de crianças, jovens e adultos, contribuindo com as mais belas poesias e músicas para as atividades de evangelização espírita. Felicidades, Tia Vilma! Caminhe alegre e confiante nessa estrada de luz que se apresenta, sob as bênçãos de Jesus.
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PARA LER REFLETIR
“Há um sol brilhando dentro de ti. É a presença do Cristo no teu coração. Não lhe empanes a claridade com as nuvens do mau humor, da revolta, da insatisfação... A luz que vem do exterior clareia, mas projeta sombra quando enfrenta qualquer obstáculo. O teu sol inteiro jamais provoca treva, porque ilumina de dentro para fora, em jorros abundantes. Usando o combustível do amor, tua luz se fará sempre mais poderosa, irradiando-se, abençoada, em todas as direções. Permite, pois, que brilhe a tua luz por toda parte.” (Joanna de Ângelis – Vida Feliz )
“Ante as dificuldades do caminho e as rudes provas da evolução, resguarda-te na prece ungida de confiança em Deus, que impedirá resvalar no abismo da revolta. Um pouco de silêncio íntimo e de concentração, a alma em atitude de súplica, aberta à inspiração, eis as condições necessárias para que chegue a apaziguadora resposta divina. Cria o clima de prece como hábito, e estarás em perene comunhão com Deus, fortalecido para os desafios da marcha” (Joanna de Ângelis – Vida Feliz )
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