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ANTE ALLAN KARDEC
Bicentenário de nascimento 1804 - 2004
A 3 de outubro de 1804, reencarnava Allan Kardec, em Lyon, na França.
São 200 anos passados desde o nascimento do missionário
da Terceira Revelação.
A obra que realizou, em estreita cooperação com a
Espiritualidade Superior, pela sua natureza, pelo seu caráter
e pela sua importância, alçou-o à condição
de um dos maiores benfeitores da Humanidade e fiel discípulo
do Cristo de Deus.
Por isso, os espíritas de todo o mundo procuram lembrar sua
figura ímpar, especialmente a data de seu nascimento.
Mas a maior homenagem que o espírita presta ao mestre é
de todos os dias, ao estudar as obras que ele escreveu, ao meditar
sobre as revelações dos Espíritos, ao apreciar
as anotações lúcidas e precisas do sistematizador
das idéias e ensinamentos vindos do Alto.
“O Livro dos Espíritos” e as demais obras fundamentais
da Nova Revelação encontraram no Codificador o equilíbrio
e a segurança, a clareza da linguagem, o método expositivo
profundamente didático, de forma a atender a todos os Espíritos,
desde os mais simples até os mais intelectualizados.
Assim, a síntese portentosa transmitida pela Espiritualidade
aos homens, o Consolador prometido por Jesus, encontrou em Allan
Kardec o intermediário preparado, o intérprete à
altura da excepcional tarefa.
O Espiritismo, termo criado por ele para designar a novel doutrina,
está no mundo para marcar uma nova etapa na evolução
do homem - a Era do Espírito.
Allan Kardec, o missionário do Espiritismo, diante da Doutrina
insuperável que une a Fé à Razão e a
Ciência à Religião, que acompanha indefinidamente
o progresso absorvendo os novos conhecimentos, as novas realidades
desveladas, estará sempre vinculado à atualidade,
independentemente do transcurso do tempo, uma vez que as verdades
eternas são intemporais. ¹
“ É por esta razão que, ante Allan Kardec, reverenciamos
a sabedoria dos séculos, a ciência do amor e a razão
especial de que todos os seres necessitamos para a consolidação
do Consolador no âmago da vida, e no cérebro de todas
as vidas, uma vez que:
· Allan Kardec traduziu o pensamento do Cristo, fundamentou
a Religião Espírita nos códigos da razão,
insculpidos na consciência individual do homem.
· Allan Kardec refundiu os conceitos idealistas de Sócrates
e Platão, erguendo um monumento granítico em linhas
morais, apoiado nos alicerces dos fatos.
· Allan Kardec mergulhou no oceano infinito dos fatos, deles
extraindo a grandiosa constelação de luzes e experimentações
que constitui a Ciência Espírita.
· Allan Kardec, partindo da observação, comprovou
a imortalidade pelos métodos vigentes da demonstração,
elucidando as leis que regem o intercâmbio entre o mundo físico
e o mundo espiritual.
· Allan Kardec conseguiu, às expensas do Mundo Espiritual
que o assistia, extrair os fundamentos éticos relevantes
para a felicidade do homem, nos conceitos reencarnacionistas, estribando,
no Evangelho, a rota de segurança, única, aliás,
propiciatória para colimar-se as metas evolutivas.
· Allan Kardec conseguiu debater e estudar os pontos capitais
do pensamento universal em linguagem simples, compatível
com a mente do povo, sem esquecer as inteligências brilhantes,
a todos franqueando devassar os umbrais da Imortalidade à
luz da Codificação Espírita.
· Allan Kardec, a exemplo de Jesus, apresentou o Criador,
na Criação, e a Divindade manifesta nos seus atributos
de grandeza e magnitude, sem insistir em definir o Indefinível.
Nesta hora tumultuosa de inquietações, dúvidas
e incertezas busquemos em Allan Kardec a resposta para os magnos
problemas do cotidiano, e, seguindo suas linhas de raciocínios
e ações, esqueçamos trevas e dores, desdenhando
promoções e remoques, para nos preocuparmos com auto-burilamento,
na incessante faina de ascender e amar, porquanto no amor - que
é a verdadeira ciência da vida - todas as finalidades
se encerram e todas as aspirações se concretizam,
buscando a direção do Infinito Amor.
Respeitando Allan Kardec, o Embaixador do Céu para a Era
Nova, digamos, jubilosos, como os cristãos primitivos antes
do holocausto:
- Glória a ti, mestre! Os que estamos procurando construir
o Mundo Novo te saudamos e agradecemos!” ²
1. REFORMADOR. Ano 117. Março de 1999, nº 2040, p.66
2. FRANCO, Divaldo P. Sementes de Vida Eterna. Pelo Espírito
Vianna de Carvalho. Salvador, BA: LEAL, 1978. cap.1)
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